Há mesmo um novo Espírito Santo?


Ele levou o Estado ao caos total

Constantemente a imprensa capixaba divulga a realização de várias obras por parte do governo do Estado, sempre com destaque para o slogan “Um novo Espírito Santo”.


As divulgações são tantas e em tantas áreas, que se fossem verdadeiras as informações, podia-se dizer que realmente o Espírito Santo estaria vivendo um novo tempo, um tempo de prosperidade, com o povo feliz.

Mas a realidade é outra. Na verdade existem dois Espírito Santo. O Espírito Santo que o governador e a imprensa divulgam e o Espírito Santo que o povo convive no dia a dia, repleto de problemas, muitos deles crônicos.

No Espírito Santo do governador e da imprensa, a saúde vai muito bem no Estado. Os mutirões de cirurgia atendem as pessoas com datas marcadas, tudo certinho; os PAs funcionam, as pessoas são bem atendidas e os hospitais, inclusive os novos e os que estão sendo reformados, prestam um atendimento de primeira à população.

No Espírito Santo em que o povo vive a realidade é diferente. As cirurgias são marcadas para até cinco anos e muitas pessoas nem chegam a se submeter a elas, pois morrem antes; os hospitais estão superlotados e as pessoas são jogadas nas calçadas e espalhadas pelos corredores, sob macas, sem nenhum conforto e em total desrespeito a sua dignidade.

Mães choram a morte de bebês em decorrência de erro de médicos e negligência de funcionários. Um simples parto chega a ser uma verdadeira epopéia para as futuras mamães, que precisam percorrer os vários hospitais, sempre se deparando com a triste afirmação: não há vagas e nem leitos. Por causa disso, muitas perdem seus filhos.

A situação na área de saúde no Espírito Santo é tão caótica, que pessoas chegam a sair no tapa na porta das unidades de atendimentos e até em hospitais, se tornando prato cheio para a imprensa sensacionalista. Ainda assim o secretário de Estado da Saúde, o governador do Estado e a imprensa continuam divulgando propagandas enganosas, passando – ou tentando passar – para a população uma realidade que não existe.

No Espírito Santo do governador e da imprensa, a segurança está sob controle, a polícia está atuando ativamente e os bairros estão em segurança. Os assaltos estão sendo reduzidos e a criminalidade está diminuindo gradativamente.

No Espírito Santo em que o povo vive a violência chegou a tal ponto, que as pessoas não estão mais protegidas pelas grades nas portas e nem mesmo pelas famosas câmeras de monitoramento.

Os comerciantes amargam enormes prejuízos pelos ataques de bandidos que ficaram tão audaciosos, que agora assaltam à luz do dia, sem nenhum temor, pois sabem que a polícia não está presente.

Os jornais divulgam todos os dias comerciantes, trabalhadores, donas de casa, estudantes, enfim, o povo em geral, reclamando da falta de policiamento nas ruas para combater a criminalidade. Mas isso parece não ser suficiente para abrir os olhos do governo e da imprensa, que continuam afirmando que o novo Espírito Santo é um paraíso.

O Espírito Santo em que o povo vive é considerado o segundo Estado mais violento do país, perdendo apenas para Alagoas. Jovens e pais de família perdem suas vidas todos os dias em decorrência da ação predadora dos bandidos, que agem com impunidade cada vez maior.

No Espírito Santo do governador e da imprensa, o sistema prisional é o melhor do país, com grandes investimentos, inclusive com presídios privatizados e com presos felizes, realizando trabalhos internos, tudo em perfeita harmonia.

No Espírito Santo em que o povo vive o sistema prisional é o pior do mundo, conforme recente constatação pela Onu; presos são colocados em “containeres” como se fossem animais, os presídios estão superlotados, com presos além de suas capacidades; as delegacias do interior não contam com plantão e quando bandidos são presos nos finais de semana precisam ser colocados em liberdade, pois não há onde prendê-los.

A falta de policiais civis torna impossível a elucidação de crimes, razão pela qual muitos assassinatos permanecem insolúveis, para desespero da população e principalmente dos familiares das vítimas, que não conseguem uma resposta do Estado.

No Espírito Santo do governador e da imprensa o meio ambiente e a educação estão às mil maravilhas. Escolas para os alunos, muitas vagas em creches, e crimes ambientais inexistentes.

No Espírito Santo em que o povo vive as escolas estão caindo aos pedaços, crianças correm risco com freqüência, pois muitas escolas estão com telhados desabando. Outras não têm sequer carteiras para as crianças estudar e muitas não contam com merenda e muito menos com transporte escolar.

A falta de vagas para novos alunos deixa as mães desesperadas. Muitas recorrem à imprensa tentando encontrar uma solução para o grave problema, mostrar para as autoridades insensíveis o drama que vivem, mas acabam falando sozinhas, sem nenhum retorno por parte dessas autoridades, que fazem ouvidos moucos.

E é por essas e outras evidências, que não dá para levar a sério as propagandas divulgadas nos meios de comunicação do Estado, pois todas têm um único objetivo: passar para a população uma imagem do Estado que não existe.

A única coisa que se tem certeza é que o Novo Espírito Santo continua cada vez mais velho!

Comentários

Anônimo disse…
O Paulo Artung foi o melhor governado ki nós tivemos
Zé do Povo disse…
Ta iganado o paulo artungo foi nosso milhor governador
Najara da Vila Landinha disse…
Ainda bem que ficamos livre daquele imperador