Desperdício de água: um perigo que ronda a humanidade

Desperdício nas calçadas
O desperdício de água no país é preocupante e isso se dá em virtude do resultado da má utilização da água, da falta de educação sanitária e, principalmente, pela falta de uma legislação que puna as pessoas que praticam o desperdício no dia a dia.

Esse desperdício ocorre de várias formas, inclusive pela deficiência técnica e administrativa dos serviços de abastecimento de água, que resulta em vazamentos e rompimentos de redes.

Entretanto, o maior desperdício acontece por culpa do uso doméstico indiscriminado. Por causa disso, o desperdício residencial no Brasil, de acordo com recente pesquisa, chega a 70%, sendo que desse total 78% só no momento do banho. Para se ter uma idéia, a simples descarga de um vaso sanitário pode gastar até 30 litros de água. Essa mesma pesquisa afirma que gastar mais de 200 litros de água por dia é jogar dinheiro fora e desperdiçar os recursos naturais.

Desperdício ao lavar asfalto
Em Barra de São Francisco/ES a situação não é diferente. Ouso dizer que é até pior que em outras localidades. As pessoas que promovem o desperdício de água na cidade não entendem que não importa quem somos, o que fazemos ou onde estamos, todos dependemos da água no dia a dia. Não entendem que o momento é de economizar, pois cada gota economizada, é um ponto a mais na luta para a conservação da água no planeta.

É triste observar que o brasileiro acha que não é preciso economizar, porque temos muita água no país, se esquecendo que, com a poluição constante de importantes rios pelas indústrias, donas de casa que jogam lixo nos rios e falta de investimentos no saneamento básico, já se nota um grande deficit hídrico no Brasil.

Porém não é somente o consumidor - doméstico, industrial ou agrícola - o único esbanjador. Segundo a Agência Nacional de Águas, cerca de 40% da água captada e tratada para distribuição se perde no caminho até as torneiras por causa da falta de manutenção das redes, falta de gestão adequada do recurso e em decorrência do roubo.

Desperdício lavando carros
Lavagem de calçadas, vidros de lojas, calçadas de residências e comércios, carros nas calçadas e até lavagem de ruas asfaltadas pode ser observado todos os dias em Barra de São Francisco/ES. Quem quiser confirmar, basta percorrer as avenidas Jones dos Santos Neves e Prefeito Manoel Vilá durante as manhãs ou à tarde, que encontrará várias funcionárias de lojas gastando indiscriminadamente a água potável.

A prática nociva ao meio ambiente é tão comum na cidade, que praticamente quase todas as casas, lojas e apartamentos têm uma caixa na calçada com uma torneira apropriada para mangueiras. Essa prática deveria ser coibida, pois se reflete na comunidade, que corre o risco de ficar sem água, como já aconteceu na cidade na década de 90, quando as casas tinham que ser abastecidas por caminhões pipas e o racionamento obrigava as pessoas a terem água em suas caixas somente à noite.

Desperdício na irrigação
Alguém precisa impedir que o hábito dos francisquenses de tomar longos banhos, lavar quintais, calçadas, carros e até asfaltos na frente de suas casas com mangueira continue trazendo riscos para as gerações futuras.

Os mais antigos diziam com sabedoria que sabendo usar não vai faltar. Essa máxima é cada dia mais atual. A água é um recurso limitado e o seu desperdício tem conseqüências terríveis. O Rio Itaúnas, de onde é captada a água que abastece a cidade, está com sua capacidade mínima. Por isso, é preciso usar o que temos com sabedoria, pois cada setor, cada segmento da sociedade tem sua parcela de responsabilidade no combate ao desperdício de água.

Os donos de comércios, as donas de casa, o profissional liberal, os órgãos públicos, enfim, toda comunidade tem que pensar no futuro e se unir na luta contra o desperdício de água, para evitar que no futuro seus netos e bisnetos tenham que guerrear para conseguir um copo do precioso líquido.

Vamos todos nos unir contra os irresponsáveis que lavam carros nas calçadas, donas de casa que lavam asfaltos, pessoas que lavam calçadas e vidros de lojas de forma inadequadas, com uso de mangueiras, enfim, contra todos que praticam o desperdício.

Vamos formar um batalhão em favor do meio ambiente, dos nossos recursos hídricos e fazer com que os irresponsáveis que desperdiçam água entrem na linha e respeitem o nosso direito de contar com água potável no futuro.

Comentários

Celso Souza disse…
Tenho conhecimento de que a previsão é de que nos próximos 20 anos o noroeste capixaba pode ficar sem água. O desmatamento e o desperdício está acabando com nossa reserva hídrica. Em BSF a gente corre o risco de ficar sem água em menos de 15 anos se continuar da forma que está
Maxsuel de Souza Alves disse…
Aqui no Campo Novo existe um monte de mulheres sem o que fazer que fica o dia todo lavando calçadas e ruas num verdadeiro desperdício de água. Alguém tem que tomar providências. Parabéns ao Euvécio pela matéria sempre inteligente!
Anônimo disse…
Eu quero águaaaaaaaaaaa!!!!
Marcantônio Mercador disse…
Minha gente, sem água não há vida. Vamnos economizar agora para não chorar depois.
Myrella Venâncio disse…
Aqui poróximo à mercearia Piter, no Condomínio dos Anjos, tem uma mulher que todo dia fica lavando asfalto, desperdiçando rios de água.
Martinelli disse…
Gastar água em BSF é tradição. Mesmo na época do racionamento era comum ver mulheres irresponsáveis lavando ruas e calçadas. Esse povo merece é sofrer.
Marineuma Ferreira disse…
Tradicionalmente o brasileiro nunca valoriza o que tem. Nós temmos a maior reserva ´hídrica do planeta e ainda assim, fazemos de tudo para acabar com tudo. TEmos a maior floresta do planeta e aos poucos vamos destruindo tudo com desmatamentos. Enfim, o brasileiro é um depredador por natureza. Não duvido nada se daqui a alguns anos começarmos a ter que importar água para sobreviver. Isso é Brasil...
Wandcley Pichin Pires disse…
A Cesan, o município e o povo em geral deveria se unir para tentar evitar a morte do Rio Itaúnas, principal fornecedor de água potável no município. Não vejo ninguém agindo em favor deste rio, o que deixa muita preocupação com o futuro do nosso abastecimento de água.
Aparecida, Gustavo, João Vitor, Carlos e Nívea disse…
Muito obrigado, o seu artigo nos ajudou muito em um trabalho de escola sobre o meio ambiente. O artigo é muito esclarecedor e até o nosso professor elogiou. Obrigado mesmo, de coração.
Marley disse…
Sem água não há vida. VAmos ser mais responsável minha jente, pra depois naum ter que chorar na cama, que é lugar quente
Alfonsus Danilo disse…
As pessoas que desperdição água deveria ser punidas com mais rigor, com uma multa bem saugada e, até memos, com alguns meses de prisão. Assim aprendia a valorizar os nossos recursos naturais.
Miguel Maia Figueiredo disse…
Desperdissar água é a maior imbecilidade que um ser humano pode fazer. Aqui na américa esse tipo de comportamento antiçosial é punido rigorosamente. O Brasil deveria seguir esse bom exemplo da américa e criar leis pra punir quem gasta água demais no dia-a-dia.
J.B. Geneci disse…
A água que gasto custa meu dinheiro e ninguém tem nada com isso. Quem estiver incomodado que venha me impedir de lavar meu carro ou lavar minha calçada se for homem ouj mulher o suficiente para isso.
Kria ver esse pessoal que fica gastando água atoa é puxando uma rabuda na roça,dibaixo de sol quente. Aí, sim, eles iam aprender a num mais gastar tanta água.
Mineirim invocado disse…
Aqui em Mantena, se alguém desperdiçar água a gente passa a ripa e bota pra correr. Com mineiro não tem brincadeira não
Diana Cruz disse…
Num tem home aí em BSF naum? Pega uma gurugumba e desce no lombo dos homes e mulheres que ficam gastando água atoa.
Naldinho da Vila Ipiranga disse…
Pago e caro pela água e posso fazer dela o que me der na telha e ninguém tem nada com isso. Por que vcs naum vão se preocupar com suas vidas?
Zé Rufino disse…
Verdadeiramente falando, o gasto de água na nossa cidade chega às raias do absurdo e alguma coisa tem que ser feita para acabar com esse desperdício insano. Bem que os vereadores poderiam criar uma lei que puna os irresponsáveis que gastam tanta água em vão.