Aprovação da PEC 33 livrará a sociedade de picaretas que tomaram de assalto o jornalismo


A imprensa é o pilar da democracia ...

A falta de compromisso com a verdade, o uso abusivo de meios de comunicação, principalmente os digitais, para ataques pessoais a desafetos, sem qualquer obediência a ética jornalística, acabou gerando a Proposta de Emenda Constitucional nº 33, que aguarda votação no Congresso Nacional, tornando privativa de portador de diploma específico a profissão de jornalista.

Chamada ao longo do tempo de o quarto poder, porque é inegável que a liberdade de imprensa é um dos pilares básicos de qualquer regime democrático, o jornalismo acabou se transformando num verdadeiro caos depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de que não era necessário diploma para exercer a profissão de jornalista.

... e não pode ficar nas mãos de picaretas
A partir dessa decisão, o mercado editorial foi tomado de assalto por um sem número de picaretas, que escrevem as coisas mais absurdas, sem qualquer respeito às técnicas jornalísticas, jogando por terra a honra de tantas pessoas que, sem o amparo da lei, ficam impotentes, sem ter o que fazer contra tantos irresponsáveis autorizados a escrever para meios de comunicação sem a devida capacitação.

Os verdadeiros jornalistas, diante de uma enxurrada de besteiras que são escritas no dia a dia por pessoas que sequer conhecem o básico do idioma, se sentem envergonhados de se apresentar como jornalistas, pois a profissão, depois da decisão do STF, ficou desmoralizada.

As notícias disponíveis no dia a dia são mal apuradas, sem conteúdo, sem técnica e o que é pior, ninguém se preocupa em apurar nada. Preferem copiar uns dos outros descaradamente e não perdem tempo nem de cozinhar a notícia, técnica do jornalismo que certamente os que atuam nessa área hoje em dia desconhecem.

No Brasil existem hoje inúmeras profissões regulamentadas, dentre as quais as de radialista,  mototaxista, pescador e ator. A de jornalista, que também era regulamentada, com a decisão do STF deixou de sê-lo, por entender que a atual Constituição de 1988 não recepcionou Lei de Imprensa, sancionada durante a Ditadura Militar.

Esqueceram, no entanto, os ministros, que o jornalista não é apenas um propagador de opiniões. Ele é, acima de tudo, um profissional com conhecimento e técnica para apuração e análise dos fatos. Alguém capaz de avaliar as conseqüências do que divulga, seguindo a ética e respeitando a legislação dos meios de comunicação, em especial a Constituição Federal.

Uma pessoa que nunca freqüentou um curso de jornalismo, que não teve atuação nas redações de grandes jornais, aonde obrigatoriamente os manuais de redação têm que ser seguidos à risca, e o pior, que não sabe sequer ler correntemente, escrever ou interpretar um texto, jamais poderá escrever uma notícia imparcial, atendendo a todos os seus requisitos básicos ou respondendo às perguntas básicas de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê? que devem ser respondidas já no lead ou, no máximo, no sub lead.

O Congresso Nacional, caso aprove a PEC 33, garantirá à sociedade mais qualidade e isenção na informação, além de garantir uma formação técnica aos milhares de estudantes de jornalismo espalhados por todo país, e que se frustraram com o fim da regulamentação da profissão ocorrida após a decisão do STF.


Comentários

Marcelo Resende Moura disse…
Parabéns pela abordagem. Como sempre, um texto inteligente meu amigo Dr. Elvécio. Muito bom o artigo, que representa toda a verdade. Vale aquele seu slogan do ronda policial: "este só fala a verdade".
Nath disse…
ótimo! ah... ficou lindo seu novo cartão.
José Alonso Santa Cruz disse…
Bah, gostei do artigo, tchê. Excelente sacada. Realmente a imprensa brasileira está uma bagunça...
Normilia Conde Souza disse…
Essa proliferação de sites ruins, divulgando notícias mal apuradas e servindo de meio para denegrir a imagem das pessoas com comentários caluniantes tem que acabar. Esses falsos comunicadores tem que ser punidos com ugencia.