Homem arromba pastelaria pra roubar TV e acaba a perdendo pra outro ladrão

O indivíduo estava acompanhado pela filha no momento do crime

A coisa está tão feia, mas tão feia no Brasil, que tem ladrão roubando ladrão. Foi justamente isso que aconteceu na madrugada de quarta-feira, 07, quando um ladrão passou a perna num outro que havia acabado de arrombar uma pastelaria, de onde levou um televisor de plasma..

O indivíduo, que segundo a polícia é venezuelano, arrombou uma padaria na região central de Boa Vista/RR e roubou um aparelho de televisão. Quando estava deixando o local, foi abordado por um indivíduo que se dizia vigilante, que pegou o televisor e evadiu-se do local.

Foi então que o criminoso se deu conta de que outro ladrão havia lhe passado a perna, mas não tinha mais o que fazer para não ficar no prejuízo. Para seu azar, no local tinha câmeras de vídeo e ele foi reconhecido pela polícia e preso em flagrante na Praça Capitão Clóvis, por agentes do 1º Distrito Policial.

O indivíduo estava acompanhado de suas duas filhas, sendo que uma delas, de nove anos, o acompanhou no arrombamento. Ao admitir o roubo, o criminoso entregou à polícia o alicate que usou para destruir o cadeado e entrar no estabelecimento para pegar o televisor.

Ele foi levado para a Delegacia de Polícia, onde foi autuado em flagrante pelo delegado Domingos Sávio por roubo e corrupção de menores; e suas duas filhas foram entregues pelo Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente ao Abrigo Estadual e deverão ser encaminhadas a uma família substituta.

Segundo o delegado, o indivíduo é um dos muitos imigrantes venezuelanos que mora nas ruas de Roraima e que imigrou para o Brasil com o agravamento da crise econômica e política naquele país. Nesta quinta-feira, 08, a governadora Suely Campos criticou o governo federal.

Ela reclamou da falta de apoio por parte de Michel Temer para lidar com a crise humanitária e disse que essas pessoas são recrutadas pelo crime organizado, que aproveita a sua vulnerabilidade e as leva para o tráfico de drogas e de armas pesadas. “Esse não é um problema local. É de todo país”, garante.



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